Na vida, é fundamental manter a coerência. Nós três — eu, Cadu e Lula — fomos eleitos: Lula para a presidência, Cadu para o governo estadual e eu para exercer o papel de oposição.
Uma oposição firme tanto a Cadu quanto a Lula. Sou antipetista e contrário à agremiação partidária que ambos representam. Oponho-me categoricamente às ideias e às ações que Lula vem promovendo no Brasil.
Considero que vivemos um quarto de século perdido, somando 25 anos de estagnação associados à sua liderança.
Quanto a Cadu, ele é diretamente responsável pelos últimos sete anos e quatro meses de crise no Rio Grande do Norte — um colapso financeiro que ajudou a construir e do qual terá de assumir a gestão.
Resta observar de que maneira ele conduzirá o governo diante desse cenário crítico por ele próprio articulado. Embora desacredite de ambos, vislumbro maior possibilidade de êxito na gestão de Cadu do que na de Lula.
Considero o presidente uma figura política ultrapassada, desatualizada e anacrônica, embora parte do eleitorado brasileiro ainda o idealize.
Em suma, enquanto eles foram investidos do mandato para governar, eu fui escolhido para fiscalizar e atuar na oposição. Exercerei esse dever com críticas diárias e constantes: de forma ponderada, sem excessos ou omissões, mas de maneira ininterrupta.