Segundo a corte, Moraes atuou em diferentes etapas da investigação, incluindo a condução da apuração, a análise de provas e a adoção de medidas restritivas contra Tagliaferro. Para os magistrados italianos, essa sobreposição de funções comprometeria a aparência de imparcialidade, especialmente porque as revelações atribuídas ao ex-assessor também atingiam o ministro. A decisão considerou ainda de natureza política a acusação de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e apontou riscos ao direito de defesa.
O caso ganhou repercussão após o vazamento de mensagens trocadas entre integrantes do gabinete de Moraes sobre a produção de relatórios relacionados a críticos do Judiciário e pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tagliaferro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por quatro crimes, e a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia em novembro de 2025. A recusa da extradição, porém, não representa absolvição das acusações no Brasil. Moraes nega irregularidades nos procedimentos relacionados às mensagens.
Com informações da Gazeta do Povo