A deputada federal reeleita Natália Bonavides, a candidata mais votada do estado, deve refletir sobre a oportunidade perdida.
Isso porque Samanda Alves, anteriormente vereadora e com pouca projeção popular, conquistou uma vaga no Senado Federal, ao passo que Cadu Xavier, egresso de quadros técnicos, se elegeu ao governo do estado.
Ambas as candidaturas — ao Governo e ao Senado — seriam perfeitamente viáveis para Natália, tida como a figura de maior apelo popular do PT no estado.
Contudo, a parlamentar preferiu permanecer em uma zona de conforto, optando por uma reeleição segura à Câmara dos Deputados em vez de assumir os riscos de uma disputa majoritária.
Como resultado, observa a ascensão de Samanda ao Senado — posição de expressiva influência política em Brasília, favorecida por sua experiência prévia como assessora de Fátima Bezerra e por seu perfil pragmático — e a eleição de Cadu, ex-secretário de Finanças responsável pela gestão dos débitos estaduais, ao Governo do Estado.
Deste modo, Natália, que projetava liderar o partido no Rio Grande do Norte a curto prazo, ocupa hoje a terceira posição na hierarquia política do PT estadual, situando-se atrás de Samanda e de Cadu por ter hesitado em disputar cargos de maior relevância.