O vereador Senival Moura (PT), da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28), em nova fase da Operação Última Parada. A ação, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo, investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo a empresa de ônibus Transunião.
A notícia é do Diário do Poder. Esta é a segunda detenção de Moura no mesmo caso. Ele havia sido preso em 25 de junho de 2026 e solto em 5 de agosto, após decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerou irregular a prorrogação da prisão temporária.
A nova ordem de prisão preventiva foi expedida depois que a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apresentaram o relatório final da investigação à Justiça. Além de Moura, outros quatro suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada; dois homens continuam foragidos.
As investigações apontam que Moura atuava nos bastidores da Transunião, facilitando a entrada do PCC e participando da lavagem de dinheiro, mesmo sem cargo formal na empresa. Ele é apontado como “dono oculto” da companhia, que recebeu cerca de R$ 182 milhões da Prefeitura de São Paulo entre janeiro e maio de 2026. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em ativos ligados ao esquema. A operação, iniciada em junho, apura a infiltração da facção no transporte público da capital paulista.
O advogado de Moura, Marcio Sayeg, contestou a nova prisão. Segundo ele, a decisão não tem fundamentação concreta e configura antecipação de pena. A defesa afirma que a prisão preventiva não pode se basear em meras alegações e anunciou recurso para reverter a medida.
Moura cumpre seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Após a primeira prisão, em junho, ele pediu afastamento do PT. O partido não se pronunciou sobre a nova detenção e não indicou se abrirá processo disciplinar.