Imagens mostram o senador Flávio Bolsonaro desembarcando nos Estados Unidos acompanhado de suas duas filhas adolescentes e de sua esposa. Há especulações divergentes sobre ter sido uma fuga voluntária ou uma saída forçada.
O fato concreto é que, escassos sete minutos após a proclamação oficial do resultado eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes expediu a ordem de apreensão de seus passaportes. Diante disso, o parlamentar deixou o país.
O cenário institucional brasileiro transmite um sinal bastante adverso ao contexto internacional, posto que causa estranheza um candidato respaldado por 49 milhões de votos ver-se na contingência de abandonar a nação.
Sem emitir juízo sobre a sua inocência, constata-se que a celeridade e o formato da decisão judicial conferem ao senador a narrativa de vitimização por perseguição política, recurso já utilizado por seu pai, que se encontra detido.
Além disso, seu irmão, já condenado no Brasil e sujeito a prisão caso retorne, permanece nos Estados Unidos, projetando sobre Flávio a iminência de igual desfecho. Sob essa perspectiva de assimetria no tratamento jurisdicional dispensado à família Bolsonaro, o parlamentar optou por buscar refúgio em solo americano ao lado de seus familiares.