Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um “TSE paralelo” e ofuscando candidatos em benefício de um deles.
A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de “ética de máfia” para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.
Ministros abandonaram seus afazeres regulares para tomar decisões eleitorais, estabelecendo o desequilíbrio e o prejuízo à neutralidade.
O caso mais visível foi o debate da Globo. Até regras previamente pactuadas foram desfeitas por intromissão judicial que beneficiou Lula.
Gilmar validou reajuste no Bolsa Família, que havia negado a Bolsonaro, e Flávio Dino até deu força a fake news que prejudicava o adversário.
Ministros neutralizaram decisões do TSE e anularam os limites entre a judicatura e atuação política, ditaram o ritmo da reta final. Um vexame.
DIÁRIO DO PODER