Lavoisier Maia foi governador, senador, deputado federal e estadual. Um político querido, respeitado e que marcou décadas da história do Rio Grande do Norte com um estilo próprio e uma base eleitoral construída tijolo a tijolo no interior do estado.
Wilma de Farias é outro capítulo à parte. Prefeita de Natal, deputada federal, governadora, vice-prefeita e vereadora da capital. Uma trajetória rara, de quem soube se reinventar e manter relevância política por décadas num ambiente que caminhava com facilidade.
Juntos, Lavô e Wilma construíram um patrimônio político que poucos casais na história do RN conseguiram acumular. Foram vencedores. Tiveram poder de verdade.
Agora toda essa história vai às urnas concentrada num único nome: Cintia Maia, filha dos dois, candidata a deputada federal.
A questão que a eleição vai responder é simples e reveladora. Quanto desse capital político sobreviveu ao tempo, às mudanças de cenário e à nova geração de eleitores que não viveu o auge de Lavô e Wilma? Quanto se transfere de pai e mãe para filha numa disputa federal?
Logo mais as urnas vão dizer o que vale esse sobrenome e o legado em 2026. E o resultado vai contar muito sobre como o eleitor potiguar guarda, ou não guarda, a memória de quem governou bem.