Em conversas com interlocutores do meio político, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, não fez alarde sobre a votação recorde de bolsonaristas para o Senado. A Casa é responsável pela votação de impeachment de ministros da corte.
— Sou um enfermeiro que já viu muito sangue. Não me afobo — disse Gilmar a um interlocutor, ao ser questionado sobre o futuro da relação entre o STF e o Congresso.
O decano é visto como a principal liderança do STF e já foi buscado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na tentativa de consolidar pontes com Gilmar.
Com 19 senadores eleitos neste domingo (4), o PL terá mais de um terço das 81 cadeiras do Senado. Somados os candidatos a favor do impeachment eleitos por outras legendas, como PP e Republicanos, além daqueles que já exercem mandatos no Parlamento, a Casa passa a ter 51 senadores favoráveis ao impeachment de ministros, como mostrou a colunista Malu Gaspar, do O Globo.
BELA MEGALE - O GLOBO