O Atol das Rocas, localizado a cerca de 260 quilômetros da costa de Natal, tem a mesma formação geológica das famosas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico. Os dois são atóis: estruturas em formato de anel formadas por recifes de corais ou algas calcárias que cercam uma lagoa central. A semelhança, porém, não significa que sejam iguais. Enquanto as Maldivas são formadas por vários atóis, o brasileiro é o único do Atlântico Sul.
Segundo especialistas, os atóis se desenvolvem sobre estruturas de antigos vulcões submarinos, que servem de base para a formação dos recifes. No caso do Atol das Rocas, o vulcanismo cessou há cerca de 12 milhões de anos. Outra diferença está na composição dos ecossistemas: no atol potiguar predominam algas coralináceas incrustantes, enquanto nas Maldivas os corais têm papel central na construção dos recifes.
Apesar da semelhança com um destino turístico conhecido mundialmente, o Atol das Rocas não está aberto à visitação. A área é uma Reserva Biológica administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e o turismo é proibido. O local abriga diversas espécies de peixes, tartarugas marinhas, aves migratórias, moluscos e crustáceos. Entre as ameaças à conservação estão o aquecimento dos oceanos, a pesca nos arredores e as incursões de pesca ilegal. Pesquisas na região dependem de autorização.
Com informações do Metrópoles