A narrativa difundida pelos veículos de imprensa de que o senador Flávio Bolsonaro fugiu do país requer uma análise mais precisa: tratou-se de uma evasão preventiva.
Poucos minutos após a homologação do resultado eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão do seu passaporte e a proibição de ausentar-se do território nacional, medida prévia à decretação de uma eventual prisão.
O parlamentar deslocou-se para os Estados Unidos, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade de manutenção da sua liderança política. O campo conservador necessita de uma liderança presente no quotidiano nacional, atuante junto do eleitorado, sendo ineficaz a condução política à distância.
Adicionalmente, a permanência no estrangeiro compromete o regresso seguro num horizonte de quatro anos, dada a persistência dos impedimentos judiciais e a retenção dos documentos de viagem, o que fragiliza a construção de uma candidatura de oposição consistente.