O roteiro se repete. Muda o personagem, a humilhação é a mesma.
Quando Walter Alves sinalizou que não assumiria o governo, tinha como certo o apoio para Fátima Bezerra, a coveira do RN, disputar o senado. Foi chutado. Sem cerimônia. Como se fosse um estorvo.
Agora é a vez de Marianna Almeida. A prefeita declara apoio ao Senado de Fátima e, no último fim de semana, anuncia voto para o governo em Allyson Bezerra. Pronto. Virou traidora.
O recado é claro: apoio não basta. Submissão é obrigatória. O PT não divide. Não negocia. Não constrói. Impõe. Quem não se ajoelha, é chutado. Quem tenta compor, é acusado. Quem ousa ter projeto próprio, vira inimigo.
É exatamente por isso que uma derrota eleitoral em 2026 não seria apenas política. Seria pedagógica.
Partido que trata aliado como descartável, quando tem poder trata o povo do mesmo jeito. O eleitor, cedo ou tarde, percebe.