Ao apresentar, nesta quinta-feira (12/2), a resposta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre as citações ao seu nome em conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ministro Dias Toffoli diz que não pretende deixar a relatoria do caso na Corte.
Paralelo a isso, o ministro determinou que a Polícia Federal encaminhe, na íntegra, a perícia dos aparelhos celulares e de outras mídias apreendidas relacionadas ao caso Master, entre elas as de Vorcaro.
Em nota oficial, Toffoli assumiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo informou o gabinete do ministro, que é relator do caso Master na Corte, “a Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado. Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro”.
Conforme já havia dito em plenário, em defesa durante julgamento, Toffoli ressaltou que a participação dele no quadro societário está resguardada pela Lei Orgânica da Magistratura.
“O magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, afirmou.