A procuradora do Estado de Roraima Rebeca Ramagem, esposa do ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e condenado pela trama golpista Alexandre Ramagem, classificou como “perseguição política” a ordem de retorno ao trabalho presencial determinada pelo governo estadual. Ela está nos Estados Unidos com a família desde setembro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rebeca afirma que sistemas judiciais, protocolos, audiências, despachos e reuniões ocorrem virtualmente e que não haveria justificativa técnica ou operacional para exigir sua presença física.
“Exerço minhas funções dessa forma desde 2016, sem qualquer prejuízo ao serviço público. Além disso, aproximadamente um terço dos procuradores do Estado atuam em regime de teletrabalho. Ou seja, o modelo é aceito, regulamentado e disponível a quem desejar, menos para mim”, disse. “Trata-se de mais um ato arbitrário que reforça de forma inequívoca o cenário de perseguição política.”
A procuradora está nos EUA há cinco meses com o marido, considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por tentativa de golpe de Estado.