Foto: Brenno Carvalho
A matéria é do O Globo:
A sede do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), na Lapa, em São Paulo, foi palco nesta segunda-feira de uma intensa reunião da Executiva que expôs as engrenagens da estratégia eleitoral da legenda para as eleições de 2026. O GLOBO teve acesso a algumas das principais questões debatidas no encontro. Entre o pragmatismo da manutenção da chapa federal e a necessidade de recuperar terreno no maior colégio eleitoral do país, lideranças como José Dirceu, o presidente do partido, Edinho Silva, o vice-presidente, Jilmar Tatto, e o deputado Carlos Zarattini debateram nomes que vão de Simone Tebet a Guilherme Boulos, evidenciando as tensões internas sobre alianças e candidaturas.
Um dos momentos mais importantes da reunião coube ao ex-ministro José Dirceu, que foi categórico ao blindar a aliança nacional e evidenciar o racha dentro do partido sobre a questão do vice. Para Dirceu, qualquer movimentação que ameace a composição atual da chapa presidencial é um erro estratégico fatal: "Tirar o Alckmin da chapa do Lula irá custar a eleição!", alertou.
No plano estadual, o vácuo deixado pelo enfraquecimento do PSDB abre caminho para nomes de peso. Edinho Silva revelou que as articulações para o Senado em São Paulo estão avançadas, citando as ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) como figuras influentes que podem encabeçar a disputa. A definição, contudo, passa por pesquisas de intenção de voto e pelo convencimento do ministro Fernando Haddad, que sofre pressão para decidir seu destino político até 10 de março.
"Haddad precisa resolver se será ou não candidato urgente", cobrou Jilmar Tatto.