O RN pode ter duas eleições para o governo em 2026, mas tudo isso vai depender da renúncia ou não de Fátima Bezerra. Mas o que acontece se a governadora renunciar? O cenário é complexo, principalmente agora, com três grupos já formados e anunciados para a disputa do governo nas eleições oficiais.
O fato é que essa eleição indireta não interessa muito a ninguém, exceto ao grupo de Fátima. Quem assumir temporariamente não terá muita força financeira para gerir no governo e pode até levar a culpa pelo caos deixado por Fátima. Talvez não tenha dinheiro nem para colocar os salários atrasados em dia.
Para o PT, todo o interesse possível. O Mister Impostos, Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, há mais de um ano tenta emplacar sua candidatura e não consegue passar de dois dígitos na pesquisa. Ele conseguiria manter todos os erros do governo encobertos.
Apesar da dificuldade de governar nesse período, ter o governo em mãos possibilitaria aos adversários de Fátima colocarem às claras todo o caos estabelecido pela coveira do RN nas contas e na economia do RN.
No meio disso tudo o poder de decisão pode estar nas mãos do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira. Ele é o segundo na linha de sucessão de Fátima, atrás apenas de Walter Alves. Ezequiel também não quer o governo, mas tem nas mãos o poder de indicar alguém para assumir o cargo, já que conta com apoio de grande parte dos deputados na assembleia.
Comandar o Estado, quebrado como está, não é uma situação simples. A grande vantagem é ter a possibilidade de expor as chagas, os desmandos, o caos que é o governo da coveira do RN, Fátima Bezerra.