Em um dia Edson Fachin afirma que o STF passou do ponto, que é necessário criar códigos de ética e arrumar a casa. No dia seguinte Alexandre de Moraes e Dias Toffoli negam o discurso anterior e afirmam até que o STF é bombardeado com mentiras na imprensa. Alexandre de Moraes não é a lei, não é o guardião da moral, mas fala como se ele, sozinho, representasse a constituição. Moraes sequer se pronuncia diretamente sobre a ação da mulher dele e o contrato de mais de 120 milhões com o Banco Master. A mulher de Moraes e os irmãos de Toffoli são parentes em primeiro grau de ministros do STF e estão envolvidos em negócios que, no mínimo, estão fora de conformidade com a ética e a justiça. Discursos completamente antagônicos que demonstram um STF rachado. Um almoço entre os ministros, marcado para a próxima semana, já foi até cancelado. É lógico que os principais envolvidos nos escândalos do STF levantarão a bandeira do coitadismo, da perseguição e que são os guardiões da moral e da democracia. Eles só não têm como levantar a bandeira da ética. Essa já foi perdida faz tempo.