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Piloto levava meninas para motel com documento falso; polícia identifica ao menos 10 vítimas

A polícia de São Paulo identificou ao menos 10 vítimas do piloto de 60 anos preso nesta segunda-feira (9) no aeroporto de Congonhas acusado de abuso sexual contra jovens e menores. Também foram presas uma mãe e uma avó de algumas vítimas, acusadas de exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a polícia, elas vendiam imagens e deixavam menores “saírem com o piloto”.

O acusado oferecia de R$ 50 a R$ 100 reais para que as responsáveis fornecessem as imagens das menores. Em caso de saída para motel com as meninas, o piloto poderia pagar valores maiores, além de pagar com remédios. Segundo a polícia, o acusado também fazia documentos de identidade falsos para que as vítimas menores de idade pudessem entrar em motéis.

O próprio acusado gravava os abusos. O material era produzido e transmitido a terceiros pelo suspeito, que não mostrava o rosto nas gravações. No celular do piloto foram encontradas diversas mídias com fotos das jovens.

Investigação

De acordo com a delegada Ivalda Leixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a mãe de uma das vítimas fez contato em novembro do ano passado com a polícia, após ver imagens no celular da filha. As autoridades, então, rastrearam e identificaram o piloto. Os crimes eram cometidos havia pelo menos oito anos.

Os policiais descobriram que o piloto tinha um bom relacionamento com uma senhora chamada Denise. A mulher filmava as netas e permitia que as duas jovens saíssem com o suspeito.

A senhora alegava para as netas que o piloto “já estava velhinho” e que “já, já ele morre”, quando questionada pelas meninas sobre o motivo de fazer aquilo.

Casamento

O piloto mora em Guararema, no interior paulista, e está em seu segundo casamento. A esposa dele relatou não ter conhecimento do crime e ficou em choque com a situação. Os dois voltaram de uma lua de mel recentemente. O acusado fazia a ponte-áerea Rio x São Paulo. Os crimes eram cometidos antes ou após os voos.

Uma das vítimas, ouvida nesta segunda-feira (9), relatou estar machucada e disse que foi agredida pelo piloto na última vez que tiveram relação, na semana passada. A polícia tenta identificar outras vítimas e outros criminosos envolvidos no esquema.

SBT News

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