Regime de escravidão política, encarceramento partidário e prisão de mandato. É isso que virou o União Brasil no Rio Grande do Norte.
Os vereadores Nina Souza, Camila Araújo, Robson Carvalho e Matheus Faustino querem sair do partido, mas o presidente da sigla, José Agripino, não permite. Algo semelhante acontece com o vereador Eriko Jácome, no PP. João Maia também não quer liberá-lo — logo ele, que foi liberado por Rogério Marinho quando quis sair do PL.
Paulinho Freire precisa sair do União, romper com Agripino e seus aliados ingressarem na Justiça pedindo justa causa para se desvincular do Desunião Brasil.
Não se impressionem se Benes Leocádio também deixar o partido. Há uma janela de montagem de nominata no Republicanos, inclusive levando parte da frágil nominata do União/PP.
Nessa costura aparecem Ezequiel Ferreira, Styvenson Valentim, Paulinho Freire e Álvaro Dias. Além do líder da direita Rogério Marinho.
O modo de Agripino administrar ainda lembra o velho PDS, depois PFL e DEM, quando era o dono absoluto do partido. Naquela época ele tinha mandato e votos. Coisas que hoje não tem mais.
Agripino é um dos grandes nomes da política do RN nos últimos 50 anos. Foi excelente prefeito, governador e senador, com serviços prestados ao estado. Mas parece estar se perdendo na vaidade e no círculo do pequeno poder. Acha que o União é grande e era, com Paulinho Freire.