A Cosern, do grupo Neoenergia, passou dos limites. As taxas cobradas de quem investiu em energia solar são absurdas, e a falta de transparência virou regra. Pior: muitos consumidores relatam que simplesmente deixaram de receber os extratos de suas usinas. Algo inaceitável.
Quando uma concessionária que presta serviço público começa a agir assim, é sinal de alerta. E alto. O Ministério Público do Consumidor e a Defensoria Pública precisam entrar no caso com urgência.
Não se trata apenas de uma cobrança polêmica. Trata-se de transparência, respeito ao consumidor e segurança jurídica para quem investiu na chamada energia limpa.
É fundamental que todos os prejudicados formalizem denúncias na ANEEL e também nos órgãos de defesa do consumidor. Só assim o problema ganha dimensão institucional.
Curiosamente, tudo isso acontece justamente às vésperas da renovação da concessão da Cosern. Então mais um motivo para os órgãos agirem para a empresa se adequar.
O fato é simples: quem investiu em energia solar não pode ser tratado como inimigo do sistema. Transparência não é favor. É obrigação.