A Justiça do Rio de Janeiro determinou a expulsão do ex-jogador Carlos Alberto Gomes de Jesus do condomínio Alphaland Residence Club, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A decisão, da 1ª Vara Cível da Regional da Barra, foi proferida em 6 de março após ação movida pelo condomínio e ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença obtida pela CNN, o ex-atleta teria sido alvo de ao menos 52 registros de ocorrências entre junho de 2019 e março de 2023. Entre os episódios citados estão festas com música alta em diferentes horários, gritaria, ofensas, uso inadequado de áreas comuns e outras condutas apontadas como incompatíveis com a convivência condominial.
O processo foi apresentado pelo condomínio contra a empresa Two Stars Marketing Esportivo Ltda., proprietária formal do imóvel, e contra Carlos Alberto, que mora no apartamento. Nos autos, moradores relatam também acusações mais graves, como agressões, danos ao patrimônio de vizinhos e até práticas sexuais em varanda visível para outros apartamentos.
A ação menciona ainda relatos de ameaças, confusões em áreas comuns e registros de urina em corredores do prédio. Segundo o condomínio, ao longo dos anos foram aplicadas multas que somariam mais de R$ 20 mil, sem que as penalidades resolvessem o problema.
Na decisão, a juíza Erica Batista de Castro afirmou que as provas reunidas indicam “conduta antissocial reiterada e incompatível com a convivência no condomínio”. Para a magistrada, as advertências e multas não foram suficientes para impedir a repetição de episódios, o que justificaria a adoção da medida extrema.
A sentença determina a exclusão do ex-jogador e a perda do direito de uso do apartamento, mas mantém a propriedade do imóvel com a empresa ligada ao ex-atleta. A juíza também fixou em R$ 100 mil o limite máximo de multa em caso de descumprimento de determinações judiciais, reduzindo o valor inicialmente calculado para evitar enriquecimento indevido do condomínio.
Durante o processo, moradores prestaram depoimentos sobre festas frequentes no imóvel, com eventos que, segundo testemunhas, atravessavam a madrugada. Também há relatos de bitucas de cigarro arremessadas da varanda, garrafas e cacos de vidro próximos à piscina e um registro policial que cita suposta agressão nas dependências do condomínio após desentendimento envolvendo um lance em jogo de futebol beneficente.