A produção física da indústria do Rio Grande do Norte caiu 24,9% em janeiro de 2026, em relação a janeiro de 2025, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) regional realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O RN registrou o menor resultado entre as 17 unidades da federação onde a pesquisa é realizada. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (13).
O desempenho potiguar foi duas vezes mais baixo que o da Bahia (-10,3%), segundo colocado na lista de estados que assinalaram os recuos mais intensos. No Rio Grande do Norte, o resultado foi pressionado pela fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-38,6%).
O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, salienta que “nesse mês, o setor apresentou paradas para manutenção, normalmente programadas, o que nos ajuda a explicar a queda de 38,6% dentro da atividade que detém maior peso entre as demais atividades pesquisadas na indústria local”.
Além disso, as indústrias extrativas, que registraram números positivos na maior parte de 2025, também começaram 2026 em queda (-7,5%), assim como as atividades de fabricação de produtos alimentícios (-5,6%). No primeiro mês do ano, apenas as atividades de confecção de artigos do vestuário e acessórios tiveram resultado positivo (41,6%).
A variação acumulada nos últimos 12 meses pela indústria geral do estado também foi negativa (-12,5%) em janeiro de 2026, em relação ao período anterior de 12 meses.
Cenário nacional
Na comparação com o janeiro de 2025, o setor industrial nacional mostrou variação positiva de 0,2% em janeiro de 2026, com oito dos dezoito locais pesquisados em expansão na produção. Vale citar que janeiro de 2026 (21 dias) teve 1 dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22). Pernambuco (27,7%) e Espírito Santo (14,5%) tiveram os avanços mais acentuados neste mês.
Sobre a PIM-PF Regional
A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Divulgação Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.