Henrique Alves procurou Garibaldi Filho dizendo que sonhava voltar para o MDB. Garantiu que não seria candidato a nada. Queria apenas retornar ao partido.
Garibaldi, inocentemente, concordou. Afinal, trata-se do primo.
O que Garibaldi não esperava é que Henrique estava articulado com o todo-poderoso secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, o Raimundinho, aliado de Fátima Bezerra, a coveira do RN. A ideia era simples: tomar o MDB de Walter Alves.
Henrique passou então a ligar insistentemente para Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. Queria a presidência do partido no Rio Grande do Norte. O objetivo era claro: colocar o MDB no palanque do PT e entregar o tempo de televisão ao partido de Lula.
Walter, mais uma vez, conseguiu segurar o partido. Baleia Rossi simplesmente deixou de atender os telefonemas e de responder às mensagens de Henrique.
O jogo de Henrique é estranho. Declarou apoio a Lula para presidente, a Fátima Bezerra ao Senado e, ao mesmo tempo, paparica o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
O fato é que Walter não quer nem ouvir falar no nome de Henrique. Não cumprimenta nem o primo. E, quando alguém pergunta por ele, escuta adjetivos impublicáveis.
Henrique não desiste. O problema é que o povo desistiu de Henrique. Hoje, ter Henrique no palanque virou carimbo de reprovação. Um fim melancólico para quem já foi um gigante da política.