A PF (Polícia Federal) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para compartilhar provas reunidas no inquérito que investiga o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com um processo administrativo disciplinar aberto contra ele na corporação.
O pedido foi encaminhado pela Diretoria de Inteligência Policial da PF e busca permitir que a Corregedoria utilize elementos do inquérito 4.995, que tramita no STF e apura a atuação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
Segundo o documento, o procedimento interno foi instaurado para apurar a responsabilidade funcional de Eduardo, que é escrivão da Polícia Federal.
De acordo com a Corregedoria, há indícios de que o deputado teria ofendido, ameaçado e exposto servidores da corporação na mídia, em julho de 2025, com o objetivo de constrangê-los e intimidá-los em razão de sua atuação em investigações supervisionadas pelo Supremo.
A corporação afirma que a conduta pode configurar ato de improbidade administrativa e transgressão disciplinar, por violar princípios da administração pública e comprometer o exercício da função policial.
Residente dos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, a PF determinou, em janeiro deste ano, o retorno imediato do ex-deputado ao cargo de escrivão na corporação, sob risco de "providências administrativas e disciplinares cabíveis" caso ocorra "ausência injustificada".