O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma, na tribuna do Senado, que “o Brasil avacalhou” e diz que o país “não tem um dia de paz”, ao comentar o que chamou de “revelações” envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. Na fala, Girão pede que o público “tire suas próprias conclusões” e enumera episódios que, segundo ele, evidenciam degradação institucional e “perda do pudor”. Assista:
O senador menciona uma reportagem que circulou na semana anterior e descreve um encontro “paralelo ao primeiro fórum jurídico do Brasil de Ideias”, realizado em 25 de abril de 2024, no George Club, em Mayfair, Londres. Girão afirma que o evento teria reunido autoridades brasileiras para uma degustação de whisky Macallan, citando custo estimado de cerca de 600 mil a 640 mil, e atribui o patrocínio ao então controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
No discurso, Girão cita nominalmente autoridades que, segundo a reportagem mencionada por ele, estariam no encontro, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Dias Toffoli, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o presidente da Câmara Hugo Motta, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrey Rodrigues. Ele ainda relaciona o caso a críticas sobre o sistema financeiro e ao que chama de “rombo” que, na avaliação dele, acabaria “sobrando” para a população em forma de juros e tarifas.
Girão também faz críticas ao STF e menciona decisões que, segundo ele, estariam esvaziando instrumentos de investigação no Congresso, citando a CPMI do INSS. No trecho, ele elogia o ministro André Mendonça, mas afirma que uma decisão do magistrado teria permitido que um depoente não comparecesse à comissão, o que, na visão do senador, “acaba” com a efetividade de CPIs e CPMIs.