O desastre do governo Fátima Bezerra não é só dela e do Mister Impostos, Carlos Eduardo Xavier (o Cadú). Essa culpa precisa ser dividida com o todo-poderoso secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves (o Raimundinho), o coringa Adriano Gadelha e o jornalista Daniel Cabral.
Fátima Bezerra não sabe administrar. Cadú é ótimo cobrador — afinal, é o Mister Impostos —, mas foi um péssimo pagador no governo (tem gente com saudade do “Mago dos Números” do IBGE, Aldemir Freire). Agora, vamos aos demais culpados.
Raimundinho, conhecido como passional e centralizador, não soube fazer a articulação política. Enxergava Fátima como uma deusa. Irritava-se com facilidade, não sabia tratar as pessoas e, por vezes, demonstrava ciúmes da ascensão de Cadú.
Adriano Gadelha, o coringa, servia para tudo no governo Fátima Bezerra. Era responsável pela articulação com a sociedade e por manter a máquina aquecida. Mas, por algum motivo, depois que voltou de Brasília, resolveu mergulhar. Dizem que, fora as irmãs de Fátima, era o único que tinha coragem de dizer a verdade à governadora.
Daniel Cabral, excelência da comunicação e um dos principais responsáveis pela reeleição da governadora em 2022, nunca foi aceito pelo PT. No segundo mandato, entrou numa paranoia para se manter no cargo. Passou a bajular a governadora, usou a estrutura do governo para intimidar colegas e veículos, achou que o poder era eterno. Agora, volta ao mundo real — queimado. Virou um secretário em aviso prévio.
De todos, o que dá pena é Daniel. Porque se perdeu. Se descaracterizou. Era um excelente jornalista. Foi engolido pelo poder. E nem percebeu.