A governadora Fátima Bezerra, a coveira do RN, decidiu mudar o jogo. E não é para melhor. A ordem agora é simples. Campanha acima de tudo. Aliados só se forem úteis.
A prioridade absoluta do governo passou a ser a candidatura de Carlos Eduardo Xavier, o Cadú. O resto virou detalhe.
Nos bastidores do Centro Administrativo, o clima já virou. Deputados que ocupam espaços no governo e resolveram seguir outros caminhos, apoiando Allyson Bezerra ou Álvaro Dias, entraram na mira. A orientação é clara. Quem não estiver com Cadú no primeiro turno, perde espaço.
E não é ameaça vazia.
A ideia é desocupar cargos para abrigar militância e lideranças alinhadas com a chapa governista. Cadú, Samanda Alves e Jean Paul Prates. É a política raiz do PT. Trocar gestão por campanha.
O resultado é um ambiente de tensão. De um lado, fila de gente querendo entrar. Do outro, deputados contando os dias para serem rifados.
Mas tem um detalhe que muda tudo.
Como não será candidata a nada, Fátima não pretende mais fazer política com a Assembleia. Acabou o esforço para agradar deputado. Acabou a negociação. Acabou a paciência.
A ordem agora é governar no automático. Ou nem isso.
A informação que circula é ainda mais grave. Até o fim do mandato, o governo deve evitar enviar projetos que dependam de maioria na Assembleia. Ou seja, a governadora simplesmente decidiu ignorar o Legislativo.
É o retrato de um governo que acabou antes da hora.
Sem base, sem articulação e agora sem interesse em dialogar, Fátima entra na fase final do mandato apostando tudo na eleição. E nada na gestão.
O RN que espere. Como sempre. Dias piores virão. O governo Fátima Bezerra acabou!