O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, reagiu duramente ao despacho do ministro Flávio Dino que pediu explicações sobre o envio de recursos, via emendas, a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha. Viana afirmou que é uma pessoa pública, que suas ações podem ser questionadas e que responderá “com a maior tranquilidade”, dizendo não haver irregularidade na sua atuação.
Na entrevista, o senador disse que destinou recursos a diferentes instituições e citou entidades ligadas à Assembleia de Deus, à Igreja Católica e a organizações de assistência social, além de Santas Casas. Também ressaltou que os repasses, segundo ele, foram feitos a prefeituras, que aprovaram planos de trabalho e realizaram os pagamentos para custeio e compra de equipamentos, e que a prestação de contas estaria disponível.
Viana afirmou ver o pedido de manifestação como parte de uma sequência de movimentos para “desqualificar” a CPMI e os investigadores, lembrando prisões e recuperação de dinheiro no curso das apurações. Para ele, se o questionamento não tiver caráter “constitucional republicano”, seria uma retaliação a falas dele e um sinal de desrespeito ao Congresso Nacional.
O senador também antecipou que já atuou profissionalmente como jornalista e disse ter apresentado um jornal em um canal ligado à própria igreja, para evitar, segundo ele, questionamentos sobre vínculo. Ao final do trecho, reforçou que não tem “medo algum” de investigação e que pretende seguir defendendo o trabalho de assistência social feito por igrejas.