O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana, chamou de “blindagem” a rejeição do relatório final da comissão na madrugada deste sábado (28/3).
“Produzimos um relatório com provas e não há meios de se refutar as pessoas que estão ali para indiciamento. Ao ser rejeitado, é uma blindagem absoluta da base do governo”, disse.
Após mais de 16 horas de sessão, o relatório foi rejeitado por 18 votos a 12. “Hoje ficou muito claro quem estava a favor da verdade da investigação e quem blindou aqueles que infelizmente roubaram e tomaram de assalto a previdência brasileira”, afirmou.
Apesar de finalizar sem um relatório final, Viana disse que está satisfeito com os trabalhos. “Cumprimos com a missão que o povo brasileiro nos deu.” A reunião começou pouco antes das 10h de sexta-feira (27/3) e terminou pouco depois da 1h da madrugada do sábado (28/3).
A CPMI teve sete meses de trabalho, 38 reuniões e mais de mil quebras de sigilo. A intenção dos governistas, maioria do colegiado, era a apreciação de um relatório paralelo, que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto, no entanto, não foi colocado em votação por Carlos Viana.
Metrópoles