A decisão de engravidar após os 40 anos tem se tornado cada vez mais comum, acompanhando mudanças no estilo de vida e nas prioridades das mulheres. Apesar disso, a idade materna continua sendo um dos principais fatores que influenciam a fertilidade e os desfechos da gestação.
Do ponto de vista biológico, há uma redução progressiva da reserva ovariana, ou seja, da quantidade de óvulos disponíveis ao longo da vida. Além disso, ocorre também uma diminuição na qualidade dessas células, o que impacta diretamente as chances de gravidez e aumenta o risco de perdas gestacionais.
Por isso, a avaliação da reserva ovariana é uma etapa fundamental no planejamento reprodutivo. Exames hormonais e de imagem permitem estimar o potencial reprodutivo e ajudam a definir estratégias mais adequadas para cada paciente.
A gestação após os 40 anos também exige atenção especial em relação aos riscos obstétricos. Há maior incidência de condições como Diabetes gestacional e Hipertensão gestacional, além de aumento nas taxas de parto prematuro e intervenções obstétricas.
Do ponto de vista fetal, também há maior probabilidade de complicações, o que reforça a importância de um pré-natal rigoroso e acompanhamento especializado desde o início da gestação.
De acordo com a Dra. Adriana Leão, da DNA Fértil, o planejamento é essencial. “A avaliação precoce da reserva ovariana permite orientar melhor cada paciente e definir estratégias que aumentem as chances de sucesso, inclusive com o suporte de técnicas como a Fertilização in vitro”, explica.
Com informação adequada, acompanhamento médico e planejamento individualizado, a gravidez após os 40 anos é possível e pode acontecer com mais segurança.