O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado, 28, durante discurso no Conservative Political Action Conference (CPAC), nos Estados Unidos, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atua para impedir medidas contra cartéis de drogas.
Segundo o parlamentar, o governo brasileiro “tem usado forte lobby com certos assessores dos EUA para impedir que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil sejam classificados como organizações terroristas”, disse.
Flávio não citou nominalmente quais seriam esses grupos. No entanto, as duas maiores facções criminosas do país são o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), com atuação nacional e ramificações internacionais.
Na sequência, o senador afirmou que essas organizações “oprimem meu povo, lavam dinheiro e exportam drogas e armas para os EUA e para o mundo”. Segundo o jornal norte-americano The New York Times, o governo dos EUA avalia classificar ambas as facções como organizações terroristas.
Durante o discurso, Flávio também criticou a condução da política externa brasileira sob o governo Lula. Segundo ele, o Brasil se afastou dos EUA e passou a se alinhar a países e governos de esquerda na América Latina e em todo o mundo.
O senador afirmou que o atual presidente “tem se oposto aos interesses norte-americanos em todos os itens de política externa”, e mencionou posicionamentos relacionados a países como Venezuela, Irã e Cuba. Ao mencionar os vizinhos, ele criticou a relação pública de Lula com o regime de Nicolás Maduro.
REVISTA OESTE