A BeFly, gigante do turismo que agregou 36 marcas do setor durante a pandemia, está agora sob a sombra do escândalo do Banco Master.
O crescimento meteórico da empresa foi impulsionado por fundos ligados a Daniel Vorcaro, o B10 e o TT, que injetaram capital para bancar um modelo agressivo de aquisições.
A holding nasceu em 2021 quando Marcelo Cohen, dono da Belvitur, comprou a Flytour, agência tradicional que faturava acima de R$ 6 bilhões mas estava endividada pela crise da Covid. Com dinheiro de Vorcaro por trás, a BeFly cresceu como nunca.
Agora, com o Master liquidado e as fraudes escancaradas, esse dinheiro tem origem questionável. E o problema vai além do turismo. Vorcaro trocou mensagens com o ministro Alexandre de Moraes no dia de sua primeira prisão, pedindo ajuda para “bloquear” a operação da PF.
O escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci, recebeu R$ 80 milhões do Master. Dias Toffoli tinha empresa familiar com negócios em fundos ligados ao universo do Master. Kássio Nunes Marques também aparece na lista de contatos do celular do banqueiro.
Três ministros do STF. Um banqueiro preso. Uma holding de turismo com dinheiro de origem nebulosa. E a delação de Vorcaro ainda não começou. Quando começar, o tamanho disso vai assustar muita gente.