A defesa de Jair Bolsonaro enviou ao STF sua resposta ao prazo dado por Alexandre de Moraes sobre o vídeo de Eduardo na CPAC.
A tese é simples: Bolsonaro não sabia, não participou, não tinha ciência prévia. A gravação foi feita por um terceiro, Eduardo, num evento no exterior, sem comunicação com o pai.
Michelle Bolsonaro reforçou em nota que não houve recebimento nem exibição de qualquer vídeo ao ex-presidente. O argumento da defesa até faz sentido juridicamente: Eduardo gravou por conta própria, disse que ia mostrar, mas não há prova de que o pai chegou a ver. O problema é político.
A frase de Eduardo era clara: “estou mostrando para o meu pai.” Agora a defesa tenta transformar isso em figura de linguagem. Moraes tem o poder de decidir se acredita ou não. E o histórico não favorece quem depende da boa vontade do ministro.