A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) chamou os líderes religiosos contrários a pautas LGBTQIA+ de “cafetões da fé”. Segundo a deputada, em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, na noite de 2ª feira (30.mar.2026), o termo se refere àqueles que “lucram” com a “esperança, o medo e a religiosidade das pessoas”.
A atual presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados classificou como “omissão e desprezo” a atitude de tribunais e do Legislativo diante das ofensas recebidas por ela, expressando insatisfação com o que considera falta de resposta adequada por parte dessas instituições.
Sobre o perfil dos religiosos, a deputada afirmou: “Essa é uma narrativa daquelas pessoas que querem continuar a enriquecer a sua própria família, a criar patrimônios em cima da fé. Nós vamos ter que tirar desse adormecimento essa parcela da população para entender, olha, se Jesus voltasse amanhã, ele se sentaria conosco”.
Erika mencionou o caso do Banco Master como exemplo de igreja que possui fintech e banco, falando em “cafetões da fé” que enriquecem suas famílias utilizando a religiosidade. A deputada defendeu ser necessário “despertar” uma parcela da população para compreender que o evangelho e Cristo “não querem que pessoas vivam em guerra e sejam odiadas”.
Ela faz referência a Fabiano Campos Zettel, investigado na operação Compliance Zero, que transita entre o mercado financeiro e a liderança religiosa na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. O local é liderado por André Valadão, que fundou a fintech Clava Forte Bank.
“Eu trato como ‘cafetões da fé’, pessoas que usam do medo e da precariedade e muitas vezes da ausência para enriquecer e manipular o evangelho para o seu prazer. Isso é fundamentalismo, vemos quem se coloca acima do evangelho para propagar ódio”, disse a congressista.
Poder 360