O ministro do STF, Gilmar Mendes, resolveu falar sem rodeio. Defendeu o fim da guerra às drogas, elogiou o modelo de Portugal e ainda contou que já usou maconha para aliviar dores. Disse que comprou o produto fora do país e teve “boa impressão”.
A fala não vem do nada. O próprio Supremo já abriu caminho ao descriminalizar o porte de pequenas quantidades. Agora, Gilmar deixa claro que quer ir além, fala em mudança de cultura e em abandonar de vez a lógica de combate às drogas que marcou o país por décadas.
Traduzindo, não é só ajustar a lei, é mudar tudo. Sai o enfrentamento, entra a flexibilização. E, como sempre, decisões desse tamanho vão sendo empurradas de cima para baixo. Depois, a realidade é que vai cobrar a conta.