Vamos entrar no mundo de Bob. O mundo onde o pré-candidato ao governo do RN vai à rádio e diz, sem piscar, que os dois maiores cabos eleitorais do estado são Fátima Bezerra e Lula. No mundo de Bob, isso soa como trunfo. No mundo real, é confissão de fraqueza.
O governo Fátima Bezerra é uma tragédia conhecida pelo povo potiguar. Segurança pública no chão, serviços de saúde sucateados, ICMS pesando no bolso do comerciante e do produtor do interior, e uma gestão que ficou mais conhecida por militância do que por entrega. É o governo que produziu o Mister Impostos, o secretário que ajudou a cobrar mais de quem já pagava demais.
E é nesse cabo que Cadu quer se pendurar. Num Lula com 51% de desaprovação nacional, empatado com Flávio Bolsonaro em todas as pesquisas, e numa governadora que não consegue emplacar nem o próprio sucessor sem precisar exportar o problema pra Brasília. Cadu não está anunciando força. Está admitindo que sozinho não vai longe.
Quando um candidato precisa do fôlego de quem está afundando para respirar, o problema não é o cabo eleitoral. É a candidatura.