O deputado federal General Girão (PL) criticou o acesso de imigrantes venezuelanos a programas sociais e benefícios públicos no Brasil. O parlamentar questionou o impacto dessas concessões nas contas públicas e afirmou que pretende discutir mudanças nas regras relacionadas ao tema.
Segundo Girão, cerca de 1,4 milhão de venezuelanos chegaram ao Brasil desde 2018 por meio da Operação Acolhida, iniciativa criada para atender cidadãos que deixaram a Venezuela em meio à crise humanitária no país vizinho.
O deputado destacou que, uma vez regularizados no território brasileiro, os imigrantes passam a ter acesso a serviços públicos e a programas sociais. “O Brasil tem 1,4 milhão de venezuelanos desde o ano de 2018 que passaram pela Operação Acolhida. Esses todos têm direito à educação, atendimento na saúde com prioridade e também têm direito a receber o auxílio do Bolsa Família”, afirmou.
Girão também mencionou dados sobre a participação de venezuelanos em programas sociais. De acordo com ele, entre 270 mil e 280 mil imigrantes estariam cadastrados no Bolsa Família.
“Já temos cadastrados no Bolsa Família 270, 280 mil venezuelanos e, além disso, já temos em torno de 70 mil recebendo aposentadoria”, declarou o parlamentar.
Na avaliação do deputado, a situação precisa ser revista. “Isso é justo? Bem, a gente sabe que não é”, disse.
Girão afirmou ainda que parlamentares aliados já discutem alterações em interpretações da legislação migratória. Segundo ele, o objetivo seria limitar o acesso de estrangeiros a determinados benefícios financiados com recursos públicos.
“A esquerda diz que eles estão cumprindo a lei de imigração, e nós já começamos a mexer para alterar algum entendimento que possa levar a esse absurdo, para que possamos suspender essa bondade com o nosso dinheiro”, afirmou.
Ao comentar o impacto das concessões no sistema previdenciário, o deputado voltou a criticar a situação. “Aí fica a pergunta: será que a Previdência vai aguentar esse rombo alimentado por um vagabundo?”, questionou.