O prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan (PSD), renunciou ao cargo após ter sido afastado por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. A apuração mira suspeitas de irregularidades e desvio de recursos ligados a contratos e repasses destinados à construção do Hospital Municipal de Macapá, obra financiada com dinheiro federal.
O detalhe é que essa investigação cita um endereço localizado em um bairro nobre de Natal. Uma casa na rua General Oliveira Galvão, no Tirol, zona Leste da capital. A residência é avaliada em mais de R$ 1 milhão e tem até piscina.
Segundo a reportagem da Veja, o afastamento ocorreu em meio a uma nova fase da operação que apura a atuação de um grupo suspeito de direcionar licitação e de operar a execução do contrato. A decisão do STF também autorizou medidas como buscas em endereços indicados pela PF e a quebra de sigilos de investigados, além de atingir outros agentes públicos vinculados à administração municipal.
Quanto à Natal, conforme consta na lista de alvos e locais vinculados à petição no STF, a empresa aparece associada a um imóvel residencial, o que levantou questionamentos sobre a estrutura e o funcionamento declarado no endereço.
A investigação segue em curso, e a renúncia ocorre em meio à pressão política e institucional decorrente das medidas cautelares. O STF informou que a decisão atende a pedido da Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto os órgãos de controle apontam indícios que ainda serão aprofundados ao longo do inquérito.