A nova fase da Operação Compliance Zero ganhou um capítulo sombrio. Um dos presos, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, tentou se enforcar dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Foi socorrido e levado ao hospital, mas entrou em morte cerebral — condição que, pela legislação brasileira, já é considerada óbito.
Mourão era apontado como integrante da milícia do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ou seja, não era um preso qualquer. Era alguém que poderia saber muita coisa.
A Polícia Federal divulgou nota dizendo que não confirma as notícias sobre a morte do custodiado e que informações oficiais seriam divulgadas após atualização médica. Mas o fato é que o homem está em morte cerebral.
E aí surge a pergunta inevitável.
Quem acredita nessa história de suicídio?
Um personagem central de um escândalo gigantesco, preso em uma operação explosiva, morre dentro de uma cela da Polícia Federal. Convenhamos: é estranho demais.
Quando alguém que sabe demais aparece morto, a suspeita surge naturalmente. No Brasil, infelizmente, o roteiro da “queima de arquivo” não é novidade.
Pode ter sido suicídio? Pode.
Mas que está com cheiro de história mal explicada, está.