Virou normal. A imprensa apura de forma responsável, o Governo se apressa em negar e o tempo se encarrega de mostrar quem estava certo: a imprensa. Foi assim com o "superfungo", que agora fez o Governo Fátima buscar a imprensa para divulgar que está "cuidando" da situação.
A polêmica começou no dia 12 de fevereiro. O repórter da 96 FM e daqui do Blog, Jr Lins, noticiou que o superfungo Candidozyma auris havia se espalhado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, o Hospital da Polícia Militar, em Natal, onde o primeiro paciente diagnosticado seguia internado.
De acordo com as informações repassadas, exames realizados em equipamentos hospitalares, como macas e cadeiras de rodas, apresentaram resultado positivo para o fungo. Diante da confirmação, leitos da unidade estariam sendo fechados como medida preventiva para evitar a contaminação de outros pacientes.
No dia seguinte, a mesma Sesap negou a ocorrência de surto de Candida auris. A pasta também descartou bloqueio ou fechamento de leitos, após circulação de informações sobre possível contaminação em equipamentos da unidade.
"Segundo a Sesap, o fungo foi detectado apenas na grade da cama e na cadeira usadas por um paciente já diagnosticado, que permanece internado em isolamento".
Hoje, vejam só: a Sesap investiga uma "possível falha nos processos de limpeza e higienização" do Hospital Central Coronel Pedro Germano, em Natal, após a confirmação do segundo caso de infecção pelo “superfungo”. A suspeita foi mencionada, na quinta-feira (5), pelo titular da pasta, Alexandre Motta, que trata o caso como “contaminação cruzada”.
De acordo com o secretário, o novo paciente contaminado está internado no hospital desde dezembro e havia feito três testes para detecção do fungo.
Só podemos dizer uma coisa: parabéns aos envolvidos.