O senador Eduardo Girão afirmou no plenário do Senado que o país vive uma “atividade de máfia” e disse que foram reveladas “estratégias de intimidar jornalistas” que criticam o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No discurso, ele citou prisões relacionadas ao caso, mencionando o cunhado de Vorcaro, “Zétel”, e disse que havia pedido a quebra de sigilo dele.
Girão relatou ter visto, no plenário, um líder do governo no Congresso acusar a oposição de “blindagem”, e reagiu: “blindando o quê?”. Em seguida, apontou a CPI do crime organizado e criticou o comando do colegiado, dizendo que “por ironia do destino” a presidência está com o PT e que, na data mencionada, a sessão teria sido cancelada e não houve votação de requerimentos, incluindo o pedido de quebra de sigilo do cunhado de Vorcaro.
O senador também cobrou a instalação, “para ontem”, da CPMI e da CPI do Banco Master, pressionando o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, a tomar uma decisão. Girão afirmou que “o que não pode é não decidir” e sustentou que os fatos recentes tornariam ainda mais urgente a abertura das investigações parlamentares.
Ao final, ele pediu mobilização popular “ordeira, pacífica, respeitosa” para pressionar o Congresso e disse que o Senado precisa “investigar tudo”. Girão também afirmou que há risco de o trabalho investigativo ser esvaziado por prazos e por falta de acesso a informações, citando a necessidade de prorrogações para comissões em andamento.
Em meio a requerimentos, Girão também mencionou outras apurações e queixas sobre decisões judiciais e cancelamentos de sessão, apontando o que chamou de “corporativismo” e “blindagem” institucional. Para ele, a resposta do Senado precisa ser proporcional à gravidade do que vem sendo divulgado sobre o caso e seus desdobramentos.