O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o ex-policial militar Robson Calixto Fonseca, condenado por participação na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, a deixar a prisão para realizar uma biópsia em um hospital privado.
Condenado a 9 anos de prisão em regime fechado pelo crime de associação criminosa, Calixto alega ter desenvolvido câncer de próstata. Na véspera do julgamento do caso, ocorrido nos dias 24 e 25 de fevereiro, Moraes negou um pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-militar.
A decisão de Moraes atendeu ao relatório da junta médica designada para avaliar o quadro clínico de Calixto. Os médicos apontaram a necessidade da biópsia, mas rejeitaram a transferência para prisão domiciliar.
A defesa de Calixto apresentou recurso contra a conclusão do laudo, pediu a realização de uma nova junta médica e reiterou a solicitação de transferência para prisão domiciliar. “O laudo da junta foi absolutamente insatisfatório, pois não realizou a devida avaliação do quadro clínico e a compatibilidade com a medida privativa de liberdade”, afirmou a defesa de Calixto.