O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deixará o governo na próxima semana. A decisão ocorre em um momento de forte pressão sobre a equipe econômica, com disputas no Congresso em torno de medidas de arrecadação, cobranças do mercado por sinalizações fiscais e divergências internas sobre o ritmo de gastos e ajustes.
Nos últimos meses, Haddad esteve no centro da estratégia do Planalto para fechar as contas públicas, defendendo mudanças tributárias e iniciativas para elevar receitas. Ao mesmo tempo, enfrentou resistência de parlamentares e setores produtivos a propostas de aumento de impostos e regras mais rígidas, além de ruídos recorrentes sobre a condução da política econômica.
A confirmação da saída abre espaço para a discussão sobre sucessão no Ministério da Fazenda e sobre a continuidade das principais agendas em curso, como a regulamentação de pontos da reforma tributária e a política de metas fiscais. O Palácio do Planalto ainda não informou quem assumirá o cargo nem se haverá mudanças na orientação econômica.
Até a publicação desta notícia, não foram divulgados detalhes sobre o motivo da saída, se Haddad cumprirá agenda de transição ou se continuará em outra função no governo.