A bomba do dia veio da Folha de S. Paulo. A colunista Mônica Bergamo revelou, com dados cruzados da ANAC, do DECEA e do Registro Aeronáutico Brasileiro, que o ministro Alexandre de Moraes e a mulher, a advogada Viviane Barci, fizeram pelo menos 8 voos em jatos executivos de empresas ligadas a Daniel Vorcaro entre maio e outubro de 2025. Sete dos voos foram em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio através do fundo Patrimonial Blue.
O oitavo foi num Falcon 2000 cujo sócio é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que também está preso e negociando delação. O método da apuração é simples e verificável: Moraes e Viviane acessavam o terminal executivo de Brasília, e esses mesmos jatos decolavam no mesmo horário.
Moraes negou tudo. Chamou de “ilações absolutamente falsas” e disse que “jamais viajou em nenhum avião de Vorcaro ou de Zettel, a quem nem conhece”. O escritório de Viviane admitiu contratar a Prime Aviation como táxi aéreo mas disse que os pagamentos saíam dos honorários advocatícios.
Lembrando que esses honorários vinham do contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Ou seja, Vorcaro pagou o escritório da mulher de Moraes, e o escritório usou parte desse dinheiro para pagar voos no avião de Vorcaro. E Moraes diz que não conhece o cunhado de Vorcaro. A conta não fecha.