Tem apoio que não soma. Tem apoio que subtrai. E tem apoio que deveria fazer o candidato recuar três passos, olhar para o espelho e perguntar: eu realmente quero isso?
Abraão Lincoln está nessa última categoria.
Abraão participou de um dos maiores esquemas de roubo da história recente do Brasil. A falcatrua do INSS que sangrou R$ 6,3 bilhões dos aposentados, aquelas pessoas que trabalharam a vida inteira, contribuíram por décadas e chegaram à velhice achando que estavam protegidas.
Mais de 9 milhões de vítimas. Gente que mal consegue pagar o remédio do mês, que divide o benefício com filho, neto e genro, que faz escolha entre comer e se tratar. Foi esse dinheiro que o esquema do qual Abraão fez parte foi buscar.
E agora ele quer apoiar vários candidatos. Com o quê? Com o único argumento que sobrou: dinheiro. Dinheiro que não tem origem limpa, que não foi ganho com trabalho honesto, que veio de um sistema montado para sugar os mais vulneráveis do Brasil.
Receber esse apoio não é conquista política. É confissão de que o candidato não se importa de onde vem o recurso nem quem está do lado. Em ano eleitoral, todo apoio parece bem-vindo. Mas esse aqui tem preço. E quem pagar vai ter que explicar nas urnas, e talvez na Justiça, por que achou que valia a pena. Abraão deveria está preso!
O apoio perverso: receber o voto de Abraão Lincoln em 2026 não é trunfo, é problema
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