A história de “Território Seguro” não se sustenta. A realidade apareceu de forma brutal: quatro ônibus incendiados em uma semana e prejuízo milionário. Tudo isso em áreas dominadas por facções, onde a polícia não entra. O recado é claro: quem manda em parte do território não é o Estado.
Enquanto isso, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte perde tempo com nota por causa de fala do senador Styvenson Valentim, quando deveria estar nas ruas. Operação diminuiu, helicóptero sumiu e a sensação é de abandono. Quem trabalha, quem empreende, quem precisa sair de casa à noite já sente que o medo voltou com força.
E não é falta de exemplo. Em Goiás, Ronaldo Caiado enfrentou as facções de frente e colheu resultado. Aqui, o que se vê é propaganda de um lado e população amedrontada do outro. “Território Seguro” virou slogan, não realidade.