O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA, presidido pelo republicano Jim Jordan, publicou ontem a terceira parte do relatório “O ataque à liberdade de expressão no exterior: O caso do Brasil”. O documento é pesado. Acusa Alexandre de Moraes de conduzir uma “campanha de censura e lawfare que atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão nos Estados Unidos”.
O relatório diz que entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, Moraes emitiu ordens sigilosas para que Google, X, Meta e Telegram entregassem dados de usuários, incluindo de Eduardo Bolsonaro, sem que os investigados soubessem. Diz que essas ordens de censura têm como alvo os opositores de Lula e de Moraes, no Brasil e no exterior, às vésperas das eleições de outubro. E diz que as ordens de remoção de conteúdo de Moraes têm alcance global, afetando cidadãos e empresas americanas, o que configura violação à soberania dos EUA. Moraes não se pronunciou.
O Comitê disse que vai continuar monitorando. E Flávio Bolsonaro, que esteve reunido com Jim Jordan em janeiro, tem agora um documento oficial do Congresso americano como argumento de campanha.