Diante da contagem regressiva para começar a Copa do Mundo de 2026, as redes sociais e o Youtube já estão vivendo o clima do Mundial. Pipocaram os canais e os influencers da bola, com reportagens especiais que mostram o dia a dia das estrelas brasileiras na Europa - e até mesmo no Brasil.
Boa parte desses canais ou apresentadores eu confesso que não sei nem quem são, mas parecem ser vídeos produzidos a partir de uma equipe reduzida e pauta simples. Contudo, não deixam de ter qualidade visual e de conteudo.
O curioso disso é que quando se assiste aos grandes programas esportivos dos canais abertos, como a Globo, matérias assim já nem existem mais. A Globo, claramente, trocou o foco na carreira de grandes jogadores do momento para fazer algo que parece mais barato para a empresa.
São reportagens que abordam times ou situações do interior do interior, que gosta de futebol ou de qualquer esporte em geral. A alternativa a essas matérias jornalísticas são aquelas com as estrelas da própria casa, como a que aparece abaixo, com Tadeu jogando golfe. Ainda tem aquelas outras reportagens que contam a história. De uma reportagem, mas antiga, da própria emissora.


Isso é consequência do corte de custos. A Globo, simplesmente, não consegue concorrer com esses canais e influencers. Sozinhos ou com equipes bem reduzidas, eles viajam para a Europa e produzem um conteúdo que rivaliza com os da TV em audiência e comercialização de produtos. Para a Globo fazer algo igual, teria que pagar algumas centenas de milhares aos grandes nomes da emissora, como Galvão Bueno fez há dois anos.
O fato é que, enquanto a Globo foca no interior e nas reportagens sobre casos isolados do futebol ou dos próprios funcionários, os canais do Youtube e das redes sociais dispararam em qualidade e conteúdo.
É mais ou menos o que acontece com a cobertura jornalística sobre política e economia, onde a "maior emissora do Brasil" perdeu espaço para programas que mostram uma opinião diferente da apresentada na Globonews e etc.