Na CPAC em Dallas, Flávio Bolsonaro fez um discurso que preocupa quem apostava num candidato mais moderado. O senador questionou a lisura das eleições brasileiras, pediu vigilância internacional sobre o pleito de outubro, levantou suspeitas sobre a eleição de 2022 e disse que só vai vencer se as eleições forem “justas”.
Apelou aos trumpistas citando narcotráfico e apresentou o Brasil como peça estratégica para os EUA reduzirem a dependência da China. É o mesmo Flávio que tenta se distanciar da imagem do pai e atrair o eleitor de centro.
O discurso na CPAC fez o movimento contrário: foi para a direita radical, usou a linguagem de Bolsonaro e condicionou a vitória à lisura da eleição, o que é uma semente de contestação do resultado caso perca. O eleitor de centro que Flávio precisa conquistar em outubro não vai gostar do que ouviu em Dallas.