Nessa semana, duas coisas ficaram claras sobre o cenário eleitoral de outubro. Lula chamou a guerra dos EUA de “mentirosa” e defendeu os aiatolás. Flávio Bolsonaro foi à CPAC em Dallas, falou para os trumpistas, pediu pressão internacional sobre as eleições brasileiras e disse que só vai ganhar se forem “justas”.
Os dois estão apostando em audiências diferentes. Lula fala para o eleitorado de esquerda e para quem se incomoda com Trump. Flávio fala para a direita bolsonarista e para quem quer uma mudança radical. O problema é que o eleitor de centro, que vai decidir a eleição, não quer nenhum dos dois extremos.
A pesquisa Genial/Quaest mostrou que a imagem dos EUA despencou de 56% favorável em 2024 para 38% em março de 2026, puxada pela guerra e pelas tarifas de Trump. Isso pode beneficiar Lula com o eleitor moderado que não quer ser governado por quem obedece a Washington. Mas o mesmo eleitor também não quer um presidente que defende o regime do Irã. A eleição de outubro está sendo decidida agora, no meio da guerra.