O episódio do plano estratégico do STF diz muito sobre o estado atual da Corte. Era uma votação burocrática, um documento de 50 páginas com missão e visão para 2026 a 2031.
Coisa de rotina. Até que um ministro leu a página 23, viu um trecho sobre “mecanismos de gestão de riscos de integridade” e entendeu que Fachin poderia usar o documento para emplacar o código de conduta pelos fundos. Imediatamente, Flávio Dino e Alexandre de Moraes retiraram os votos que já tinham dado favoráveis. O plano travou.
O STF não consegue aprovar nem o próprio planejamento administrativo. Agora imagine o estado em que está a Corte para resolver as questões mais sensíveis do Brasil, com Vorcaro na iminência de delatar e os ministros se olhando com desconfiança.